VOD NOTICIAS SEM CENSURA

Vorcaro tem surto de raiva, soca parede da cela e grita nomes de autoridades

 



Após a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve sua prisão, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teve um surto de raiva dentro da cela na Penitenciária Federal de Brasília onde está custodiado desde a semana passada.

Na noite de sexta-feira (13), relatos apontam que Vorcaro teria gritado nomes de autoridades e de pessoas de quem possivelmente esperava ajuda ou medidas mais efetivas para tirá-lo da prisão, enquanto desferia socos nas paredes da cela, causando ferimentos nas próprias mãos. O episódio ocorreu após a decisão colegiada confirmar sua detenção preventiva no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e obstrução de Justiça.

Segundo fontes que acompanham o caso, o comportamento reforçou especulações sobre a possibilidade de delação premiada, com Vorcaro ameaçando “trazer todos juntos” com ele. Vorcaro precisou de atendimento médico, e a penitenciária teria registrado o episódio como um surto emocional, em meio a um clima de tensão envolvendo chefes de facções criminosas também abrigados no presídio de segurança máxima.

Naquela mesma noite, Vorcaro recebeu a visita do seu novo advogado no caso, José Luís Oliveira Lima, conhecido em Brasília por grandes articulações de acordos de delação premiada.

Essa foi a segunda prisão de Vorcaro. Ela foi determinada pelo ministro André Mendonça, que justificou a necessidade de impedir que ele interferisse nas investigações e intimidasse testemunhas, já que mensagens e provas coletadas apontariam, segundo o magistrado, para a existência de um grupo de operadores que teria atuado para obstruir a Justiça, inclusive com o uso de violência física. A defesa do ex-banqueiro ainda não se pronunciou sobre o episódio. Com maioria pela manutenção da prisão, Vorcaro segue no presídio até o encerramento das diligências.


Proximidade de PGR com Alexandre de Moraes pode dificultar delação de Vorcaro






A proximidade que o procurador-geral da República Paulo Gonet mantém com o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, com o ministro Alexandre de Moraes, pode se transformar em um fator de dificuldade para a negociação de uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro com o chefe do Ministério Público. A avaliação é de advogados que acompanham o caso.

Considerado um tema de alta sensibilidade dentro do STF, a possível relação entre Moraes e Vorcaro ganhou corpo depois o jornal O Globo publicou que Vorcaro enviou uma série de mensagens ao magistrado horas antes de ser preso pela primeira vez. Em uma delas, o banqueiro diz acreditar que “o tema que falamos começou a dar uma vazada” e completa na sequência: “pode ser um gancho pra entrar no circuito do processo”.

Em outra, enviada na tarde do mesmo dia, escreveu: “alguma novidade? conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Nas duas ocasiões, a Polícia Federal identificou que o magistrado respondeu, mas não é possível saber o conteúdo porque os diálogos ocorreram em modo de visualização única, em que o texto é destruído depois de lido. Moraes nega a existência das conversas.


Por diagnósticos como este é que, caso Vorcaro decida contar tudo o que sabe, um acordo de colaboração possivelmente seria fechado direto com a Polícia Federal. A troca da banca de defesa, oficializada na sexta-feira, 13, reforçou as evidências de que Vorcaro pode partir para a colaboração com a Justiça. Saiu o criminalista Pierpaolo Bottini e entrou o também criminalista José Luís de Oliveira Lima.

Pelo que é conhecido até agora a partir de mensagens apreendidas nos telefones celulares do banqueiro, o mundo político tem enormes motivos para perder o sono. A partir da troca de mensagens de Vorcaro com a ex-namorada, descobriu-se, por exemplo, a relação do ex-dono do Master com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), tratado como “amigo da vida”, encontros com o chefe da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB), pelo menos uma reunião fora da agenda com o presidente Lula.

Sob condições muito particulares, o ex-dono do Banco Master recebeu autorização do ministro do Supremo André Mendonça para se reunir com sua equipe de advogados pela primeira vez na terça-feira, 10. Mendonça flexibilizou uma regra em presídios que abrigam detentos de alta periculosidade, como o que Vorcaro está preso em Brasília, e autorizou que acusado e defensores possam conversar em absoluta reserva, sem gravações ou testemunhas.

Não é de hoje que Vorcaro está sendo pressionado pela família a fechar um acordo de colaboração. Em nota divulgada na quinta-feira, 12, os antigos advogados do executivo afirmaram que eram “inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro”.



Comentários